Conteúdo revisado pelo autor · 24/08/2026
Guia de protocolo
Os cenários de nomenclatura tratam de qual exame cobre o quê. Estes tratam do que vem depois: dentro do mesmo exame, qual variante responde à sua pergunta, e o que cada escolha ganha e perde.
Situações genéricas, nunca um caso concreto.
TC 6
- TC de tórax: com ou sem contraste? O pulmão em si quase nunca precisa de contraste. Quem precisa são os vasos, o mediastino, a pleura e a parede.
- TC de tórax de baixa dose: quando é o exame certo Baixa dose é o protocolo do rastreamento em pessoa assintomática de risco. Diante de sintoma, o protocolo certo é a TC diagnóstica comum.
- TC de tórax em inspiração e expiração: quando acrescenta A série em expiração existe para uma pergunta específica: há aprisionamento de ar? Fora dessa pergunta, ela é aquisição a mais, sem ganho.
- Uro-TC ou TC de abdome total? Uro-TC é definida pelas fases que tem: sem contraste, nefrográfica e excretora. A TC de abdome comum não tem duas delas, a fase sem contraste e a excretora.
- Angio-TC de aorta: quando dá para não usar contraste Quase toda pergunta sobre aorta exige contraste. A exceção é o seguimento de diâmetro de aneurisma já conhecido, que a tomografia sem contraste mede bem.
- Por que a tomografia enxerga mal a pelve Na pelve, quase tudo tem densidade parecida. A tomografia separa densidade; quando as densidades são iguais, ela não separa nada.
RM 12
- RM do fígado: contraste hepatoespecífico ou extracelular? O gadoxetato acrescenta uma fase em que o contraste entra no hepatócito. Isso responde perguntas que o gadolínio comum não responde, e atrapalha algumas que ele responderia melhor.
- Hepatoespecífico para quantificar ferro ou gordura: os dois brigam Contraste hepatoespecífico e quantificação de gordura e ferro competem pelo mesmo sinal. Pedir os dois no mesmo exame, sem ordenar, produz número contaminado.
- Quantificação de ferro: quando pedir, e por que a tomografia não serve A quantificação de ferro é uma medida de ressonância. Tomografia não mede ferro, e pedir isso numa TC produz um exame que não responde.
- Entero-RM ou RM de abdome? Entero-RM é um protocolo com preparo do intestino. Sem o preparo, a alça fica colabada e esconde a parede que o exame precisa avaliar.
- RM de próstata multiparamétrica ou RM de pelve? Multiparamétrica é um protocolo com sequências, tempos e critérios próprios. RM de pelve genérica não gera categoria PI-RADS.
- RM de abdome superior ou abdome total? Em ressonância, ampliar o campo custa tempo de sala e apneia. Campo maior sem uma pergunta que o justifique costuma render menos.
- RM de pelve ou RM com protocolo de endometriose? O protocolo de endometriose é outro exame: tem preparo, antiespasmódico, bexiga em enchimento moderado, sequências dirigidas e leitura por compartimentos.
- Colangio-RM: com contraste ou sem, e por que não vem na rotina de abdome A colangio-RM é feita de sequências fortemente ponderadas em T2, que mostram a bile parada. Isso não depende de contraste, e não faz parte do protocolo comum de abdome.
- RM de testículos: quando o ultrassom não resolveu O ultrassom é o exame de primeira linha do escroto. A ressonância entra depois dele, quando o resultado fica indeterminado.
- RM de bexiga (VI-RADS): o momento certo é antes da ressecção O valor da RM de bexiga está em dizer se o tumor invade a camada muscular, e essa leitura fica muito melhor antes da ressecção endoscópica.
- RM de tórax: quando ela acrescenta ao que a TC já viu A ressonância não substitui a tomografia no tórax. Ela entra onde a tomografia fica ambígua, parede, mediastino, pericárdio e plexo braquial.
- Uro-RM: quando vale trocar a tomografia A uro-RM entrega anatomia e função numa aquisição só, sem radiação. Em troca, a resolução espacial é menor e o exame, mais longo.
geral 2
- Suspeita de embolia pulmonar quando o contraste não é possível A angiotomografia é o exame de escolha e depende de contraste. Quando o contraste está fora, existem outros caminhos, e a tomografia sem contraste não está entre eles.
- Entero-TC ou entero-RM? As duas enxergam a parede do delgado com desempenho parecido. A diferença que decide quase sempre é radiação, idade e quantas vezes o exame vai se repetir.