Rascunho — sem revisão clínica
Quando a imagem não ajuda
Situações em que a evidência aponta para não pedir imagem — e o motivo, que raramente é economia.
Situações genéricas, nunca um caso concreto.
Por que esta página existe
Exame sem indicação não é neutro. Ele expõe a radiação quando há radiação, custa tempo, adia conduta, e produz achados por acaso que geram nova investigação — em cerca de metade das tomografias de abdome em pessoas sem sintoma, segundo estudo em população assintomática.
O custo maior costuma ser esse último: a cascata que começa num achado que ninguém procurava.
Situações mais citadas
- Lombalgia aguda sem sinal de alarme: imagem de rotina nas primeiras semanas não muda conduta na maior parte dos casos. É o exemplo mais citado internacionalmente.
- Cefaleia com exame neurológico normal e sem sinal de alarme.
- Rastreamento por imagem em pessoa assintomática fora de programa definido, como o check-up de corpo inteiro.
- Repetir exame recente de outro serviço sem antes tentar localizar o original.
- Pedir imagem quando o resultado não mudaria nada na conduta.
A pergunta que substitui a lista
Antes de qualquer lista, há uma pergunta que resolve a maior parte dos casos: se o exame vier normal, muda alguma coisa? E se vier alterado, muda alguma coisa?
Quando as duas respostas são não, o exame provavelmente não é o próximo passo. Quando pelo menos uma é sim, vale pedir — e vale escrever no pedido qual das duas é.
O que esta página não é
Não é diretriz e não é negativa de exame. É um apanhado do que a literatura de uso apropriado vem repetindo, para servir de conversa. A decisão é de quem tem o caso na mão, e as fontes estão ao lado para serem conferidas.
Para levar ao radiologista
Se este exame vier normal, muda alguma coisa?
Existe exame recente que responda isso e que eu possa localizar?