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Lucas D. Camargos Médico · Radiologia e Diagnóstico por Imagem

Quando a imagem não ajuda

Situações em que a evidência aponta para não pedir imagem, e o motivo, que raramente é economia.

Situações genéricas, nunca um caso concreto.

Por que esta página existe

Exame sem indicação não é neutro. Ele expõe a radiação quando há radiação, custa tempo, adia conduta e produz achados por acaso que geram nova investigação. Num estudo com tomografias de abdome em pessoas sem sintoma, cerca de metade dos exames trazia algum achado desse tipo.

O custo maior costuma ser esse último: a cascata que começa num achado que ninguém procurava.

Situações mais citadas

  • Lombalgia aguda sem sinal de alarme: imagem de rotina nas primeiras semanas não muda conduta na maior parte dos casos. É o exemplo mais citado internacionalmente.
  • Cefaleia com exame neurológico normal e sem sinal de alarme.
  • Rastreamento por imagem em pessoa assintomática fora de programa definido, como o check-up de corpo inteiro.
  • Repetir exame recente de outro serviço sem antes tentar localizar o original.
  • Pedir imagem quando o resultado não mudaria nada na conduta.

A pergunta que substitui a lista

Antes de qualquer lista, há uma pergunta que resolve a maior parte dos casos: se o exame vier normal, muda alguma coisa? E se vier alterado, muda alguma coisa?

Quando as duas respostas são não, o exame provavelmente não é o próximo passo. Quando pelo menos uma resposta é sim, vale pedir, e vale escrever no pedido qual das duas perguntas motivou.

O que esta página não é

Esta página reúne o que a literatura de uso apropriado vem repetindo, para servir de conversa. Ela não é diretriz nem negativa de exame. A decisão é de quem tem o caso na mão, e as fontes estão ao lado para serem conferidas.

Para levar ao radiologista

  • Se este exame vier normal, muda alguma coisa?
  • Existe exame recente que responda isso e que eu possa localizar?