Como pedir um controle que seja comparável
Metade dos laudos que registram "não foi comparado" se explica pelo que faltou no pedido. Quatro informações resolvem quase tudo.
Situações genéricas, nunca um caso concreto.
As quatro informações
- Que o exame é um controle, e que o resultado esperado é a comparação.
- Controle de quê, a lesão, o segmento, o achado nomeado.
- De quando. Data e método do exame que serve de base.
- Onde está o prévio, serviço, ou que o paciente leva.
Por que a data importa mais do que parece
Sem a data, o serviço compara com o exame mais recente que encontrar, e nem sempre é o que interessa. Numa série de três, comparar com o do meio pode esconder a tendência.
Em seguimento oncológico, a régua exige o mesmo ponto de partida ao longo de toda a série, porque trocar a base no meio do caminho muda a resposta.
Método igual, medida comparável
Volume de próstata medido por ultrassom e por ressonância não são a mesma medida. Diâmetro de aneurisma varia conforme o plano e o método. Grau de esteatose no ultrassom é estimativa visual.
Quando a pergunta é "mudou?", vale manter o método. Quando a pergunta é "o que é?", vale mudar.
O prévio que existe e não chega
Rever o exame anterior levou o radiologista a notar achados novos em cerca de 17% dos casos e a mudar o diagnóstico em cerca de 14%, num estudo que testou justamente isso.
Rever o prévio é a providência mais barata que existe em imagem: não consome exame, contraste nem tempo de sala, e depende de uma linha escrita no pedido.