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Lucas D. Camargos Médico · Radiologia e Diagnóstico por Imagem

Rascunho — sem revisão clínica

Anatomia de um pedido bem escrito

Um pedido tem sete partes. Seis são rápidas e a sétima é a que muda o exame.

Situações genéricas, nunca um caso concreto.

As sete partes

  • Identificação do paciente, legível.
  • Nome do exame conforme a nomenclatura vigente — e não o apelido de corredor.
  • Região e lateralidade, por extenso. Abreviação de lado é fonte conhecida de erro.
  • Com ou sem contraste, quando a escolha for sua.
  • Se é primeiro exame ou controle — e, sendo controle, de quê e de quando.
  • Identificação sua, com telefone que atende.
  • A pergunta clínica.

A sétima parte

É a única que não tem substituto. As outras seis podem ser conferidas por outra pessoa; a pergunta clínica só existe se você escrever.

Uma frase basta. Quadro, tempo de evolução, e a hipótese que você quer confirmar ou afastar.

O que costuma sobrar

  • Histórico inteiro colado do prontuário — o relevante se perde no meio.
  • Lista de todas as medicações, quando nenhuma muda o protocolo.
  • Pedido de vários exames na mesma linha, sem dizer qual responde o quê.

O que costuma faltar

  • Cirurgia prévia e o que foi retirado.
  • Tratamento em curso.
  • Data da última menstruação, em exame de pelve.
  • Implante ou material de síntese.
  • Função renal, quando há contraste.
  • A pergunta.