Achado crítico, como a comunicação funciona
Alguns achados não esperam o laudo circular. Saber como esse caminho funciona muda o que você deixa disponível no pedido.
Situações genéricas, nunca um caso concreto.
O que costuma disparar comunicação direta
Achado inesperado que muda a conduta nas próximas horas. Tromboembolismo pulmonar, dissecção, sangramento ativo, pneumoperitônio, obstrução com sinal de sofrimento, isquemia.
A lista exata varia de serviço para serviço, e o princípio é o mesmo em todas elas: quando esperar o fluxo normal do laudo criaria risco para o paciente, o aviso sai na hora.
Por onde a comunicação acontece
Na prática são quatro caminhos, e se usa aquele que encontra o médico mais rápido naquele momento.
Telefone e WhatsApp resolvem a maior parte, porque são os canais em que um médico realmente é encontrado no meio do plantão. E-mail entra quando o caminho é institucional, para um serviço e não para uma pessoa. E há o acesso dentro do sistema da própria instituição, como acontece no Sabin, em que o resultado e o aviso ficam registrados no mesmo lugar onde o pedido nasceu.
Em qualquer um deles, o laudo registra que houve contato, para quem e em que horário. Esse registro faz parte do ato e fica no documento.
O que você pode fazer para o caminho funcionar
- Telefone que alguém atende durante o plantão. O número do balcão que fecha às 18h costuma não resolver.
- Nome legível de quem pediu, pedido sem identificação atrasa a ligação.
- Indicação escrita, que permite ao radiologista saber se o achado é esperado ou não.
- Se o paciente está internado, dizer onde. Muda completamente a rota.
Ao receber
Vale registrar no prontuário que a comunicação chegou, com o horário. Essa linha mostra que o aviso foi recebido e por quem, o que protege o paciente e os dois médicos envolvidos.