geral · Intestino delgado
Entero-TC ou entero-RM?
Situações genéricas, nunca um caso concreto.
A decisão em uma frase
As duas enxergam a parede do delgado com desempenho parecido. A diferença que decide quase sempre é radiação, idade e quantas vezes o exame vai se repetir.
A pergunta que decide
Quantas vezes esta pessoa vai repetir este exame ao longo da vida?
As opções
Entero-RM
Quando
- Pessoa jovem, que vai repetir o exame por décadas
- Doença de Crohn conhecida, em acompanhamento
- Gestação
- Avaliação de atividade inflamatória
- Ganha
- Sem radiação. Estudos comparativos mostram desempenho semelhante ao da tomografia para achados de parede. Permite sequências em movimento e difusão, úteis na atividade.
- Perde
- Mais longa, exige mais colaboração, e a qualidade de imagem foi classificada como inferior em comparação direta.
- Custo
- Sala mais tempo, agendamento mais difícil.
Entero-TC
Quando
- Quadro agudo, com suspeita de complicação
- Paciente que não colabora ou não tolera o exame longo
- Serviço sem acesso a ressonância em tempo útil
- Suspeita de perfuração ou abscesso, em que a velocidade importa
- Ganha
- Rápida, ampla disponibilidade, boa qualidade de imagem.
- Perde
- Radiação, que pesa quando o exame se repete ao longo de décadas. Os números costumam ser menores do que se imagina: numa série belga de 4.333 pacientes com doença inflamatória intestinal, a dose anual mediana foi de 0,47 mSv, e 5,5% ultrapassaram 75 mSv acumulados depois de 24 anos de seguimento, em mediana. A conta pesa em quem faz muitos exames ao longo de muitos anos.
Onde o pedido costuma se perder
A disponibilidade decide muitos pedidos, e é uma variável legítima. A idade costuma ficar de fora dessa conta: numa pessoa de vinte anos com Crohn, o que pesa é a soma dos exames ao longo de décadas, e essa soma não aparece no dia do pedido.
Como pedir
Entero-RM, Crohn ileal conhecido, avaliar atividade. Paciente de 24 anos.
Entero-TC. Dor abdominal aguda em Crohn conhecido, suspeita de abscesso.
Texto genérico. Não contém dado de paciente.
O que o serviço precisa saber
- Idade e há quanto tempo tem a doença
- Quantos exames já fez
- Quadro agudo ou acompanhamento
- Consegue tomar a solução oral e ficar imóvel?
Guia de protocolo, não de conduta. A escolha do exame depende do caso, e o caso é de quem assina o pedido. Um exame clinicamente adequado não é, por isso, um exame coberto pelo plano.