Explicamos a palavra — não o seu exame.
Colesteatoma
achado com nome de doença
também aparece como: cisto epidermoide do ouvido médio · colesteatoma adquirido · colesteatoma congênito
Em uma frase
É um acúmulo de pele que cresce dentro do ouvido, onde não deveria existir.
O que não quer dizer
Não é câncer. Também não tem relação com colesterol, apesar do nome parecido. Não é tumor maligno. É uma bolsa de pele descamada que ficou presa no ouvido médio. Ela cresce devagar. Com o tempo, pode empurrar ou desgastar estruturas vizinhas. Por isso costuma ser tratada, mesmo sem ser doença maligna.
Onde aparece no laudo
Nos achados e na impressão da tomografia e da ressonância dos ouvidos.
Que grau de certeza carrega
A tomografia mostra bem o osso e o espaço ocupado. Nem sempre ela separa colesteatoma de secreção ou tecido inflamado. A ressonância ajuda nessa dúvida. Às vezes o laudo diz "provável" ou "suspeita". Isso é honesto, não é falha do exame. O exame do ouvido pelo médico completa a resposta.
Nota ao médico solicitante
A TC define extensão e erosão óssea (esporão timpânico, cadeia ossicular, tegme, canal do facial, cápsula ótica), mas não distingue com segurança colesteatoma de tecido de granulação ou secreção retida. A RM com difusão non-EPI é o método para essa separação e para a pesquisa de doença residual ou recorrente no pós-operatório, evitando o second-look apenas exploratório. Descrever os marcos cirúrgicos importa mais que nomear a lesão: são eles que orientam a via de acesso e o risco de fístula labiríntica ou lesão do facial.
Costuma vir junto de
Células da mastoide · Osso temporal · Cisto de colédoco
O que perguntar ao seu médico
Preciso de exame de audição por causa disso?
O tratamento é cirúrgico ou dá para acompanhar?
Isso explica os sintomas que eu sinto no ouvido?
Esta explicação vale para a palavra sozinha. Achados que aparecem juntos num laudo podem dizer outra coisa.
Este verbete ajudou?
Obrigado. Isso melhora o dicionário.